Entrevistas
Ser entrevistada para um novo trabalho é, para mim, das situações mais estranhas em termos de interacções sociais. É contra-natura reunir-me com estranhos e começar argumentar que sou do melhor que eles poderiam encontrar. Aborrece-me falar sobre as minhas qualidades. Era giro se bastasse analisar uma amostra de sangue ou de DNA para listar competencias e capacidades!
Fui a uma entrevista para um trabalho voluntario de 3 meses. Fizeram-me a pergunta da praxe "O que poderia oferecer 'a nossa organizacao?" (esta tinha ensaiado); e outras do estilo: "Como acha que e' trabalhar para uma instituicao de caridade?", "Qual e' a diferenca entre trabalhar numa organizacao "comum" e fazer trabalho voluntario"... Quando me perguntaram o que fazia para me organizar tive de engolir em seco e começar a imaginar e a relatar os comportamentos de trabalho que teria para me manter organizada se eu de facto fosse uma pessoa organizada.
A verdade é que eu funciono mais por impulso, por improviso. Planear com antecedencia aborrece-me. Em contrapartida sou criativa e tenho facilidade em encontrar soluções para problemas usando pensamento abstracto. Mas é claro que eu nunca diria isso numa entrevista, acabava logo ali.
Recentemente meti-me em trabalhos por ser desorganizada e distraida. Tinha uma entrevista no consulado para renovar o BI marcada ha 3 meses (sim, o consulado e' um atraso de vida, mas isso sera' tema para um proximo post). Escusado sera' dizer que no dia me esqueci completamente. Nem era o facto de estar ocupada, porque agora que estou desempregada tenho muito tempo livre, mas lembrar-me de uma coisa tao desinteressante por 3 meses nao e' facil.
Enfim... como aprendi com os meus pais e com a Rua Sesamo: "Practice makes perfect". Todas estas oportunidades de entrevista, por muito desconfortaveis e dificeis que sejam servem para me preparar para a entrevista-chave, que me vai dar o trabalho dos meus sonhos! (yeah... right!)


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home