quinta-feira, agosto 23, 2007
terça-feira, agosto 21, 2007
On the move
Liberdade e' muito importante para mim. Mas nao estou a falar do facto de poder ir la fora apanhar ar ou poder conduzir Kms e Kms sem ninguem a impedir-me. Aquilo que desde a adolescencia me tem feito sentir mais e mais presa e' a pressao social.
Os meus pais sempre me deram muita liberdade no sentido que nao reprimiam nem criticavam os meus comportamentos desde que nao me prejudicassem a mim ou a outros. Deixaram-me criar as minhas proprias opinioes e atitudes oferecendo apenas o seu proprio exemplo.
Mas 'a medida que me ia tornando mais idependente, e a afastar-me mais de casa para aprender a aguentar-me nas proprias pernas, mais presa me sentia.
A minha primeira experiencia de libertacao foi no 10 ano (liceu) quando fiz amigos que a partir de certo momento so me aceitariam no grupo se me comportasse como eles. Criticaram-me por me dar bem com um outro aluno que tinha um estilo de vida diferente do deles, alias mais parecido como meu. Decidi que nao queria amigos que tentavam decidir a minha vida. Mudei de escola, e talvez me possam criticar por ter fugido da situacao. A verdade e' que o facil teria sido aceitar as normas e manter os amiguinhos. E ir parar a uma escola diferente onde nao conhecia ninguem e fazer amigos de fresco nao foi a saida simples. Mas um abanao na vida de vez em quando faz bem.
Mais tarde tive namorados a quererem mudar as minhas conviccoes politicas, a querer impedir-me de agir de certo modo, de tentar conhecer o mundo, usando como desculpa que era assim que a sociedade funcionava, e que para ser aceite por ela ia ter de mudar. Nao tardou muito a perceber que nao era a sociedade, mas sim eles que so me iam aceitar se mudasse, e portanto a solucao era simples. Adeus.
Estes foram casos muito proximos de mim, com que fui confrontada e tive de agir para me libertar. Mas no mundo ca fora as vezes sinto que existe uma rede a minha volta que me diz ate onde posso ir, e nao gosto.
Para mim, neste momento, liberdade e' poder mudar a minha vida se eu quiser. E' nao estar presa a propriedade ou presa pelo medo de comecar de novo, de megulhar no (semi)desconhecido.
E vou, porque detesto ouvir gente a queixar-se da vida e nao fazer nada para a mudar, por muito pequeno que seja; a criar desculpas sobre porque nao podem mudar e noite apos noite sentarem-se em frente da televisao a ver um programa destinado a esvaziar a mente porque senao estariam a sentir pena de si proprios ja que a vida nao se desenrolou da maneira que estavam a espera.
E' esse tipo de pessoas que se sente ameacado por posts como este e depois perdem tempo a escrever comentarios agressivos e pateticos porque nao querem admitir que o post descreveu exactamente no que se tornou a sua vida.
Nao quero ficar assim, e portanto continuo a movimentar-me, para nao "acomodar-me".
sexta-feira, agosto 17, 2007
Tenho um vidro a tentar sair-me da cara
Aposto que nao existe mais nenhum post em toda a internet com este titulo!!
Nao e' tao impressionante quanto possa parecer.
Ha cerca de 5 anos, estava eu num bar da minha Associacao de Estudantes a ter uma das muitas discussoes com o meu namorado da altura, quando de repente sinto uma pancada forte na cara, vindo de cima. Olhei para baixo e vi uma garrafa de cerveja. Pensei: au, isto doeu, mas onde e' que eu estava? Preparadissima para continuar com o meu argumento (provavelmente absurdo) quando vejo que o meu (ex)namorado estava congelado a olhar para mim e parecia que ia desmaiar. Ainda coonseguiu dizer: estas a sangrar da cara.
Long story short: Para alem dele, ficaram mais umas dezenas de pessoas no bar a olhar para mim como se eu tivesse um terceiro olho na testa e ninguem sabia dizer-me se estava a sangrar muito ou pouco, se era preciso ir ao hospital ou nao. Nao era, nem levei pontos.
A garrafa que me caiu na cara (vinda do andar de cima onde um amigo meu estava a jogar futebol com ela) estava partida, e por isso fez-me dois cortes na cara, pequenos mas fundos, dai o sangue.
Num desses cortes ficou um pedacinho de vidro que eu achei que ia eventualmente sair ou ser absorvido. Nao saiu, nem foi absorvido. Mas esta semana achou que havia de tentar a sua sorte outravez a tentar sair-me da cara, mas ainda nao conseguiu. Nao me apetece muito ir a um medico por causa disto porque sei que se ele fizer alguma coisa, ira envolver um bisturi e talvez uma seringa com analgesico. E eu ate me afeicoei ao vidrinho, e embora me doa um bocado, e me tenha provocado uma feridinha aberta na cara, acho que vou aguentar.
Os medicos tem aquela mania estranha de quererem sempre fazer alguma coisa. Nunca me mandaram embora com um "Ah, isso nao e' nada, nao se precoupe!" Tem sempre de receitar alguma coisinha. E por isso imagino que neste caso fossem sacar da seringa e do bisturi. Deixa la isso, esta tudo bem! O vidrinho ate e' simpatico e deu-me uma desculpa para escrever um titulo de post unico em tooooda a internet!
quinta-feira, agosto 16, 2007
Dentro da minha cabeca
Ah! Que despachada que estou, conduzi ate Heathrow e voltei inteirinha! E antes de passar por casa lembrei-me de vir ao supermercado comprar comida e bebida para a festinha que vamos ter em casa amanha.
Amendoins... Guacamole... Doritos... Ah! Falta o pao.
Estas cervejas estao um bocado pesadas, tome la o dinheiro, esqueci-me do cartao de cliente.
Tralalaa, ca vou eu encher a mala do carro... ups! Esqueci-me que tinha malas aqui dentro. Nao faz mal, cabe na mesma.
Tralalaaa, sou mesmo despachada, tudo correu mesmo bem, carrinho de volta ao sitio, volta para o carro e desta vez nao precisas do GPS que ja sabes o caminho sozinha, fazias isso de olhos fechados.
Entrar no carro, cabelo ao vento, tu controlas isto... senta, agarra o volante... oops... nao ha volante. Talvez porque este e' o lugar de passageiro aqui, sua taralhoca... O ter dormido apenas 3 horas nao deve ter ajudado... Nada como uma cena destas para nos por no lugar.

